Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

[mcr nao aceita rótulo de emo,e promete tocar no brasil]

Por Ivy Farias (Rolling Stone- Brasil)
Ed. n° 03- Dezembro 2006- R$ 8,90

Na revista Rolling Stone desse mês, vieram várias matérias pequenas sobre o My Chemical Romance.
Mas, demos preferência a uma matéria com o Frankie Iero, (pág 15)e vamos colocar aqui agora, na íntegra.

Era véspera do Dua de Ação de Graças,um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos, e Frank Iero, guitarrista do My
Chemical Romance, comemorava o fato de celebrar a data com a família, em sua casa, em Nova Jersey. “O que mudou foi o tamanho
dos lugares em que tocamos, porque nós continuamos os mesmos garotos de Jersey”, conta “Antigamente, nós só chegávamos e
tocávamos. Hoje a estrutura é maior.”
Não foi só o tamanho dos shows que mudou: a banda dos shows amadureceu “Nós crescemos juntos. Acho fundamental para o som que
fazemos”, diz Iero. “Não entendo como alguém pode ter uma banda sem ser amigo. Meus melhores amigos estão na minha banda.
Eles sabem mais sobre mim do que eu mesmo”.
Toda essa interação parece ter ajudado a não deixar o sucesso subir à cabeça do My Chemical Romance, cujo disco mais recente,
The Black Parade, vendeu mais de 225 mil cópias somente na primeira semana de lançamento, nos Estados Unidos: “Sinceramente,
nunca imaginei que chegaríamos a este ponto”, conta Iero. “Nunca sonhei em me tornar uma estrela do Rock, com todos estes
privilégios que as estrelas do rock têm. O que queríamos era viver de música e é muito bom ter realizado isso. Não somos
estrelas. Somos músicos, tentando fazer música”, afirma.
A banda, que começou suas atividades após os atentados de 11 de setembro, hoje tem uma opinião diferente sobre os Estados
Unidos. “Ser norte- americano hoje é algo estranho, porque tudo está uma paranóia. Até musicalmente está estranho”,explica.
“Tem um monte de novas bandas aqui saindo das garagens, que ainda são muito boas, mas não sei se conseguirão fazer um movimento.
Os emos já estão ultrapassados. Depois que ficamos famosos as pessoas começaram a nos associar com uma banda emo e nós não entendemos
o porquê. Somos uma banda de Rock, nunca tivemos nada a ver com emo”, defende.
Tradicional reduto de imigrantes, o estado de Nova Jersey tem uma das comunidades brasileiras mais fortes nos Estados Unidos.
Por conta disso, Iero sempre teve contato com a língua portuguesa e a cultura do Brasil. ” É um dos poucos países que sempre
quis conhecer e onde também quis tocar. Acho que é um dos melhores lugares do mundo pra se estar”, diz, e promete: ” Talvez
no ano que vem estaremos no Brasil,estamos esperando...

créditos: MCO

by francielly-mcr @ 22:57

x x x

Janeiro 2006
Fevereiro 2006
Março 2006
Abril 2006
Maio 2006
Junho 2006
Julho 2006
Agosto 2006
Setembro 2006
Outubro 2006
Novembro 2006
Dezembro 2006
Janeiro 2007
Fevereiro 2007
Março 2007
Abril 2007
Maio 2007
Junho 2007
Julho 2007
Agosto 2007
Setembro 2007
Outubro 2007
Novembro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008
Fevereiro 2008
Março 2008
Abril 2008